Entre Peles e Segredos
- Katia Sagitaria
- 22 de nov. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 31 de jan.
"No recanto íntimo de uma sala de massagens, Kátia, uma mulher nos seus 40 e poucos anos, descobre-se presa a um turbilhão de emoções que desafia tudo o que conhece. Comprometida há anos, mas sufocada pela rotina, ela encontra em Clara, uma cliente jovem e provocante, algo que nunca havia sentido antes.
À medida que toques suaves e conversas ousadas começam a revelar desejos escondidos, as linhas entre o profissional e o pessoal começam a esbater-se. Fantasias são partilhadas, olhares tornam-se mais intensos, e o desejo entre as duas cresce a cada sessão, ameaçando explodir num ponto sem retorno.
Neste conto sensual e arrebatador, os leitores serão levados a explorar os limites do desejo, da curiosidade e do que acontece quando a rotina dá lugar a um mundo de segredos e provocações. Uma história onde o proibido encontra o inevitável — e cada capítulo promete mais intensidade e suspense."
1.º Capítulo
A sala de massagem era um refúgio de tranquilidade, iluminada por luzes suaves, enquanto o aroma envolvente de jasmim e âmbar se misturava no ar. Kátia, uma massagista experiente nos seus 40 e poucos anos, arrumava os óleos sobre a bancada, mas a sua mente vagueava. Estava casada há mais de uma década, mas, ultimamente, o tédio e a monotonia tinham-se instalado. Em segredo, Kátia alimentava um fascínio por tudo o que fugisse do habitual — fantasias e desejos que jamais confessaria.
Naquela tarde, a última cliente do dia chegou pontualmente. Clara, uma mulher de pouco mais de 30 anos, entrou com o mesmo sorriso confiante de sempre, os olhos a brilharem com uma mistura de charme e mistério. Desde que Clara começara a frequentar o espaço, Kátia sentia algo diferente. A química entre as duas manifestava-se nas conversas que facilmente ultrapassavam o profissional e tocavam o pessoal.
— Hoje preciso de algo especial, Kátia. Algo que me faça esquecer o mundo lá fora — disse Clara, enquanto se despia calmamente atrás do biombo.
Kátia sentiu um arrepio percorrer lhe a espinha. A voz de Clara era baixa, quase sussurrada, e parecia sempre carregar uma intenção mais profunda.— Podemos explorar algo mais sensorial!... Trabalhar os músculos, claro, mas também despertar os sentidos — respondeu Kátia, tentando manter o profissionalismo na voz.
Clara deitou-se na marquesa, cobrindo-se com uma toalha leve. O seu corpo jovem e esguio parecia relaxado, mas havia algo na forma como se movia que prendia a atenção de Kátia. Enquanto derramava o óleo nas mãos e começava a trabalhar nas costas de Clara, a massagista notou como cada toque parecia provocar uma pequena reação, um ligeiro estremecer.
— Tens mãos mágicas, sabias? — murmurou Clara, com um sorriso que Kátia sentiu mesmo sem ver.
— É o que dizem — respondeu Kátia, tentando disfarçar o calor que começava a subir-lhe pelo corpo.
Mas Clara não parou por aí.— E tu, Kátia? O que fazes para relaxar? Algo… especial?
A pergunta deixou Kátia por um instante sem resposta. Algo naquela conversa começava a fugir ao normal. Decidiu arriscar.— Sou fã do incomum. Gosto de explorar ideias… e fantasias — disse, o tom da sua voz mais baixo do que o habitual.
Clara ergueu ligeiramente a cabeça, os olhos encontrando os de Kátia através do reflexo no espelho.— Que tipo de fantasias? — perguntou, num tom que era mais provocação do que curiosidade.
O ambiente mudou. A sala tornou-se mais quente, a tensão no ar quase palpável. Kátia hesitou, mas acabou por responder:— Situações onde o controlo deixa de ser importante. Onde há entrega... pura.
Clara sorriu, mas aquele não era um sorriso inocente.— Isso é interessante. Já pensei em coisas assim... especialmente quando estou com alguém que parece saber exatamente como tocar.
Kátia sentiu o coração acelerar, mas manteve as mãos em movimento, tentando esconder a turbulência dentro de si. A massagem continuou, mas cada toque era carregado de um significado que ambas fingiam não perceber.
Quando terminou, Clara permaneceu deitada por mais alguns segundos, o olhar fixo no de Kátia.— Dizes que gostas do incomum, mas será que já viveste verdadeiramente sem limites?
Kátia não respondeu de imediato. Observava Clara enquanto ela se sentava lentamente, a toalha a deslizar por um momento antes de ser ajustada. Aquele instante foi suficiente para a imaginação de Kátia viajar para lugares que nunca antes permitira a si mesma.
— Talvez um dia descubra — respondeu finalmente, a voz carregada de implicações.
Clara levantou-se, o perfume doce do seu corpo misturando-se com o da sala. Antes de sair, virou-se uma última vez para Kátia, os lábios a formarem um sorriso que era simultaneamente convite e desafio.
Quando a porta se fechou, Kátia permaneceu imóvel. Sentia o corpo quente, a mente num turbilhão de pensamentos e a certeza de que algo entre elas estava a começar. Algo perigoso, mas irresistível.
E agora, a única pergunta que a consumia era: até onde estaria disposta a ir para explorar este novo desejo?
Vê o próximo capítulo 😉❤️🔥😍
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